Escola Estadual Major Samuel Barbosa¹

Por: Maria Izamar e Edriano Serafim²

Há muito tempo atrás, em meados de 1910, havia um homem muito influente na região, o Capitão Tito, dono da fazenda Jacaré. Morava com sua esposa e sua filha adotiva de nome Lilia.
Capitão Tito tinha muitos amigos importantes na região e também nas cidades circunvizinhas. Indo assim a cidade pernambucana de Bom Jardim encontrar-se com um desses amigos de forte influência política, conhecido como Chico Julião, que era parente de sua filha Lilia. Nessa ocasião, os dois conheceram Samuel Barbosa di Paula, homem de muitas posses e amigo de Chico Julião. A partir daí, surgiu um interesse afetivo entre Lilia e Samuel. Após um tempo, casaram-se e Samuel Barbosa veio morar na fazenda Jacaré, isso em 1920. 
Nessa época, o governo vendia patente aos homens ricos e Samuel Barbosa comprou então a patente de Major.
Com a morte de seu sogro, Major Samuel Barbosa e sua esposa Lilia herdaram todo o patrimônio de Capitão Tito. Não tiveram filhos e adotaram uma menina conhecida por Dadá.
Major Samuel era um homem muito generoso, querido e respeitado por todos aqueles que o conhecia.
Faleceu no ano de 1957.
Ainda naquela época, o Estado percebendo a necessidade de uma escola na zona rural, pois tornava-se difícil a locomoção das crianças para as cidades próximas para estudarem, decidiu então construir uma, contando com pedreiros da região, dentre eles, o Senhor Edgar Alves Truta, que ficou sendo funcionário da mesma até se aposentar.
Prédio da Escola Major Samuel Barbosa em 2016 - Arquivo pessoal.
A escola foi inaugurada em março de 1969 pelo Governador João Agripino, o qual homenageou o Major Samuel Barbosa, por ser um homem influente na sociedade, atribuindo o seu nome ao prédio escolar, nome indicado pelo então prefeito Ramiro Maia, presente também na cerimônia.
Porém, as aulas só foram iniciadas em outubro de 1975, contando apenas com uma professora, Bernadete Maria do Bomfim Azevedo, que era afilhada de batismo de Major Samuel Barbosa, que lecionava as turmas multiseriadas de 1ª série A e B, 2ª, 3ª e 4ª série.
A escola tinha como diretora Maria José Correia que ficou no cargo até a década de 1980. Logo após, a direção passou para as mãos de Glorinha Pinto, e alguns anos depois ficou sendo dirigida por Francisco de Freitas.
Várias professoras também lecionaram na escola, foram elas: Mariza Barbosa, Maria José, Maria DaPaz Gomes, Maria das Graças Bomfim, Ivanize Truta, Virgínia Ferreira, Francisca de Lourdes, Maria Elizabete, Edilene de Fátima, Maria Assunção, Maria Izamar, Viviane Cosme e também prestou serviço Tereza Cristina.
Os outros funcionários que trabalhavam na Escola eram: Isabel Bomfim, Dona Zezita e Dorinha (Merendeiras) - Socorro Rolim, (Limpeza), essas prestando serviço e Edgar Truta (Auxiliar de Serviços gerais).
A Escola contava apenas com as turmas do Pré até a 4 ª Série, mas, em 2006, com a nova direção de José Charles Rolim, foram acrescentadas as turmas da 5ª a 8ª série, com este acréscimo de novas turmas, novos professores foram convocados, sendo eles: Ana Paula, Zé de Davi, Malila, Wilton Quirino, Dasdores Quirino, Ubiratam Pedrosa, Luciana das Neves, Dário Junior, Dilane Ramos, Cristiane Ferreira, Alissandra Gomes, Adeilda Canejo, Charles Rolim, Maria Izamar, Maria Assunção e Valkíria Rolim.
Contando com poucos funcionários de apoio, restavam apenas: Diva (Merendeira), Luiza Cosme (Limpeza) como prestadora de serviço e Edgar Truta (Porteiro).  A Escola funcionava nos turnos da manhã e tarde, e durante um certo período funcionou a noite com a escola do Rádio, para alfabetizar adultos.
A escola foi fechada no final do ano de 2008, foram vários os motivos que levaram a seu fechamento:
·Falta de estrutura;
·Falta de funcionários para limpeza;
·Falta de transporte adequado.
Com a construção da Escola Municipal José Estevam Neto, no início de 2009, pela prefeita Luci Costa, os pais preferiram matricularem seus filhos na nova escola, sendo assim, não tendo mais alunos matriculados na escola Major Samuel Barbosa, o diretor José Charles Rolim levou um ofício à 3ª Região de Ensino, informando do problema da falta de alunos. Após isso, a escola foi fechada e, alguns professores e funcionários foram remanejados para a EMJEM.
No primeiro mandato do Governador Ricardo Coutinho, a escola foi desativada e assim permanecendo até hoje³.
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1 - Escola do Distrito de Riacho Fundo, Barra de São Miguel -PB.
2 - Essa pesquisa foi realizada e o texto escrito pelos professores Maria Izamar e Edriano Serafim, cujas fontes de pesquisa foram entrevistas com: Edgar Truta, Bernadete Maria, Manoel Ivo e José Charles.
3 - Texto exposto no evento "São João da EMJEN - Escola Municipal José Estevam Neto - Resgate da História de Riacho Fundo", em 20 de junho de 2018.