Década de 1980 - Futebol feminino em Barra de São Miguel: o América Futebol Clube

A tradição de Barra de São Miguel nas quadras e nos campos de futebol amador vem de longa data e não apenas com o gênero masculino, mas também com as mulheres locais. Neste sentido, agradecendo a colaboração da professora Maria Das Dores Quirino Costa, entusiasta esportista que fez parte do América Futebol Clube, time feminino da cidade nos anos 1980, treinado por Maurílio Silva de Araújo (Malila), vamos conhecer um pouco mais desta página da história esportiva de Barra de São Miguel.
A seguir, vejamos uma imagem e as descrições das jovens presentes na fotografia:

América F. C. - Acervo de Maria Das Dores Quirino Costa - Rede Social
Atletas que estão de pé, da esquerda para a direita: Albiege, Lurdinha de Seu Manoel Beijamin, Fatinha de China, Betinha de Sr. Tó, Francimar de D. Nene, Zefinha de Floro, Adelia de D. Nene, Rubem de D. Joaninha. 
Agachadas, da esquerda para a direita: Maria de Miguel Costa, Leninha de Jonas, Dasdores, Wilma, Monica de Miguel Costa e Liege de Ednalva.

Como já mencionado, o América Futebol Clube, que também tinha a versão masculina, era treinado por Maurílio Silva de Araújo, o conhecido Malila.
Segundo Maria Das Dores, o time atuou basicamente nos anos 1980, participando de muitas partidas no campo local, com equipes de outras cidades, a exemplo de Caraúbas, Serra Branca, Alcantil, e os distritos santacruzenses de Poço Fundo e da Vila Pará. Contra Santa Cruz do Capibaribe há a referência que foi uma tarde de futebol em que atuaram os times feminino e masculino no dia que estavam o inaugurando o campo.
Entre os jogos marcantes, a professora Maria Das Dores lembra do confronto com a equipe de Serra Branca, em que a equipe barrense venceu no "finalzinho da partida", despertando a emoção dos presentes no campo de futebol. Marcante, mas bem mais tranquila foi uma partida com a equipe de Riacho de Fundo, em que o placar foi de "apenas" 9x0, tendo em vista que o árbitro da partida não deixou completar a dezena. Aqui, temos uma interessante constatação da força da mulher barrense, afinal, estamos tratando de um belo clássico com duas equipes femininas do municipio ainda nos anos 1980, inclusive, nossa entrevistada lembra que a "comunidade apoiava e ia para o campo, com algumas pessoas acompanhando os jogos em outras cidades".

Tem mais informações ou imagens sobre esta experiência do futebol feminino em Barra de São Miguel? Divida conosco!

João Paulo França, 23 de novembro de 2018.

Fonte:

Imagem e informações de Maria Das Dores Quirino Costa.

Melchíades Tejo: 102 anos de falecimento.

Nesta data, há 102 atrás, em 28 de novembro de 1916, faleceu um dos mais influentes moradores de Barra de São Miguel em todos os tempos: Manoel Melchíades Pereira Tejo. Nascido em 18 de dezembro de 1840, o mesmo foi prefeito do Município de Cabaceiras por duas oportunidades: de 1901 a 1905 e entre 1908 e 1915. Foi homenageado em Barra de São Miguel com a nomenclatura da atual escola estadual existente na cidade. Vejamos uma imagem do mesmo:

Arquivo da Escola Estadual Melquíades Tejo.
A seguir, observemos como a notícia de seu falecimento foi comunicada no Jornal Diário de Pernambuco, de 07 de dezembro de 1916:


Na notícia, podemos ler:

FALLECIMENTOS

Victima de pertinaz moléstia que o prendeu ao leito, durante mais de um mês, faleceu, no dia 28 de novembro ultimo, na villa da Barra de S. Miguel, Estado da Parahyba, na idade de 76 annos o coronel Manoel Melchiades Pereira Tejo.
O extincto era geralmente estimado e acatado por todos quantos o conheciam.
Militou por mais de 40 annos na política.
A sua exma. família, especialmente aos srs. Dr. João Tejo, coronel Pereira Tejo e capitão Castro, filho e irmãos do finado, as nossas condolências.

Seu corpo foi sepultado no Cemitério São Miguel, de Barra de São Miguel, como podemos observar em inscrição de seu túmulo:


Melchíades Tejo fez parte de influente família que estendeu seu domínio territorial entre os municípios de Cabaceiras-PB e Taquaritinga (do Norte)-PE na virada do século XIX para o século XX.
 
Fonte:

Diario de Pernambuco, de 07 de dezembro de 1916.
Museu Histórico de Cabaceiras-PB
Cemitério São Miguel, de Barra de São Miguel.

Vídeo - Filarmônica São Miguel de Barra de São Miguel - PB

Está no ar nosso mais novo vídeo do Canal do Portal de Memórias de Barra de São Miguel-PB. A homenagem desta vez é a centenária Filarmônica São Miguel. Confira:


Se quiser conferir os outros vídeos do Canal do Portal de Memórias acesse AQUI.

Barra de São Miguel-PB, 25 de novembro de 2018.

Zezé da Bomba (Série Biografias - 09)¹



José Pinto, mais conhecido por “Zezé da Bomba” nasceu em Barra de São Miguel-PB, em 02 de maio de 1926. Seus pais eram João Aureliano de Farias e Severina Maria da Conceição. Tinha 08 irmãos: Zequinha, Zezinho, Nozinho, Otacílio, Sebastiana, Cecí, Geni e Dalva. Estudou pouco, pois não havia escola institucionalizada na época. Ainda jovem mudou-se para cidade de Recife e lá vendia carvão, galinha de capoeira e carne de bode, levados daqui para lá. Casou-se aqui em Barra com Sevi Pinto e construíram família. Tiveram juntos sete filhos: Terezilma, Temilson, Temistócles, Telma, Tarcísio, Tenilsa e Miguel. 
Durante algum tempo já casado, continuou a negociar em Recife, levando as mesmas mercadorias para vender e ter o sustento da família. Com alma de negociante comprou a patente de vender gasolina ao Sr. João Pinto e ganhou o apelido de Zezé da Bomba pelo crescimento do seu negócio. Inicialmente vendia o produto em tambores de lata, mas com a continuidade instalou em sua calçada duas bombas: uma para óleo diesel e outra para gasolina. Até os anos 2 mil era assim a venda dos produtos na cidade. 
Mas não era simplesmente um comerciante, também era um carnavalesco muito empolgado. Ao lado de Otacílio, seu irmão, era animador e organizador dos blocos de carnaval. Amava cantar e pular frevo, sua música preferida era “Quero ver carvão queimar” que cantava e puxava os blocos com muita felicidade. 
Ficou viúvo em 1987 e alguns anos depois casou-se pela segunda vez com Socorro Silva. Do segundo casamento teve três filhos: Taís, Tayane e Thyago. Foi um homem muito íntegro, honesto, brincalhão, que lutou pelo sustento de sua família com braveza e se tornou muito respeitado por todos da cidade. Ainda criou o bordão “Deixe não prestar” repetido por muitos. 
Faleceu em 31 de março de 2014, acometido pelo mal de alzheimer.


Fonte: Socorro (viúva), Terezilma (filha) e Mira (amiga).
Pesquisadores: Kildare Silva, José Ricardo e Fabrício da Silva (EEMT).


1 - Esta Biografia e as demais desta série foram produzidas pela Secretaria Municipal de Educação de Barra de São Miguel para a V FLIBARRA - Festival Literário de Barra de São Miguel - realizada entre os dias 17, 18 e 19 de maio de 2018. Agradecemos a Sanção Lins que gentilmente nos cedeu as pesquisas apresentadas no evento.

Andrade (Série Biografias nº 08)¹





José Andrade Pereira, mais conhecido como “Seu Andrade” nascido no ano de 1936, em Desterro-PB. Chegou a Barra de São Miguel casado com D. Valdeci, mais conhecida como D. Miruchinha, com quem teve quatorze filhos: Rosinaldo Reginaldo, Rivonaldo, Rivanildo, Maria Célia, Rivoneide, Rosilda, Roseilda, Rivelino, Valeria, Adelino, Vera Lucia, Antônio Roberto e Valter. Residiu por muitos anos no Sítio Pedra D’água. Vivia de fazer negócios: comprava aqui, vendia ali. Por muitos anos possuiu caminhões, que fazia o transporte para Santa Cruz do Capibaribe “e fazia a feira” com pessoas e animais. 
Era uma pessoa muito prestativa, tendo sido eleito vereador por dois mandatos. Conseguiu em seus feitos por algum tempo doar água potável a população de Barra através da máquina dessalinizadora e também a construção de uma cisterna no Alto da Bela Vista para doar água à população. Considerado por muitos uma pessoa maravilhosa, brincalhona, mas também muito forte, por 14 anos lutou contra um problema renal onde fazia hemodiálise três vezes por semana, mas que nunca o entristeceu. Nunca se entregava ao cansaço que o tratamento provocava, pelo contrário ao chegar a sua casa, com alegria, pegava sua sanfona para tocar e cantar, esse sim seu hobby preferido. 
Após ficar viúvo assumiu seu relacionamento com a Sra. Nizia Henriques, com quem viveu até os últimos dias de sua vida, que relata ter sido tratada como uma princesa por ele, mesmo muitas vezes usando o próprio salário para em vez de comprar seus remédios doar a outras pessoas que considerava mais necessitado. Infelizmente no ano de 2009 a doença o venceu e chegou a falecer com 73 anos de vida, deixando o legado da subserviência e alegria, ficando a sua lembrança para família com a música de Amazan “Eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha” que era a sua preferida em tocar e cantar.

Fonte: Familiares.
Pesquisadores: Érica, Karla, Ruth e Wanessa(EEMT).


1 - Esta Biografia e as demais desta série foram produzidas pela Secretaria Municipal de Educação de Barra de São Miguel para a V FLIBARRA - Festival Literário de Barra de São Miguel - realizada entre os dias 17, 18 e 19 de maio de 2018. Agradecemos a Sanção Lins que gentilmente nos cedeu as pesquisas apresentadas no evento.